24 de Nov de 2009

Dia Nacional da Cultura Científica


Rómulo Vasco da Gama de Carvalho que nasceu a 24 de Novembro de 1906. Foi um professor de Físico-Química, pedagogo, investigador de História da ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.

Como foi Académico efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e Director do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa. O dia do seu nascimento foi, em 1997, adoptado em Portugal como Dia Nacional da Cultura Científica. fonte: wikipédia

fonte Fotos

Poema para Galileu
de António Gedeão

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileu! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileu Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileu,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileu!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileu?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?

Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileu,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las –,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileu!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileu Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.


in Linhas de Força, 1967

21 de Nov de 2009

Me Haces Falta - Jennifer Lopez



Ahora sí te hecho de menos
Ahora que sí me lo creo
Me duele vivir y pensar que elegí
en vez del cielo el infierno

Que sí se extrañan tus besos
Que sí me muero por dentro
Me alejo de ti hacia la oscuridad
y en el fango me encuentro

La verdad estoy mal
El sufrir, es gritar

CORO
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí te recuerdo, te extraño, te siento en el alma
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí me arrepiento, me odio, estoy desesperada

Desesperada, estoy aquí desesperada
Ahora sí te hecho de menos
Ahora sí estoy hecha menos
Ahora sí puedo sentir toda la soledad
Que tanto y tanta da miedo

Que sí te extraño te pienso
Que sí el dolor es intenso
El sobrevivir de la batalla final
Es cruzar el desierto

La verdad, estoy mal
El sufrir, es gritar

CORO
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí te recuerdo, te extraño, te siento en el alma
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí me arrepiento, me odio, estoy desesperada

CORO
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí te recuerdo, te extraño, te siento en el alma
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí me arrepiento, me odio, estoy desesperada

CORO
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí te recuerdo, te extraño, te siento en el alma
Sí me haces falta
Tu me haces falta
Sí me arrepiento, me odio, estoy desesperada

14 de Nov de 2009

First day of my life - Melanie C

11 de Nov de 2009

Adivinha O Quanto Gosto de Ti - André Sardet



Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever.
Sinto as pernas a tremer, quando sorris p'ra mim, quando deixo de te ver.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.

Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de te contar.
Até já fiz um avião, com um papel azul, mas voou da minha mão.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.

Quantas vezes eu parei à tua porta.
Quantas vezes nem olhaste para mim.
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses.
Quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.

10 de Nov de 2009

Amanhã talvez - Joanna

8 de Nov de 2009

Tou fazendo falta - Joanna